segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O Senhor Pode Fazer Um Pacote Bem Bonito?

Um homem detrás do balcão olhava a rua de forma distraída. Uma garotinha se aproximou da loja e amassou o narizinho contra a vitrine. Seus olhinhos brilharam
Quando viu um determinado objeto. Entrou na loja e pediu para ver o colar de turquesa azul. –É para minha irmã mais velha. O senhor pode fazer um pacote bem bonito?
O dono da loja olhou para a garotinha e perguntou:
-Será que você tem dinheiro suficiente para comprar esse colar?
Sem hesitar ela tirou do bolso um lenço todo amarradinho e foi desfazendo os nós.
Colocou então sobre o balcão, toda sua fortuna.
Isto dá para comprar, não dá?
Eram apenas algumas moedas, mas ela as exibia toda orgulhosa.
-Sabe, eu quero dar um presente de Natal para minha irmã mais velha.
Desde que a mamãe morreu, ela tem cuidado o todo tempo de mim.
E eu dou muito trabalho! Os olhos dela não são da cor da terra, como os meus, eles são da cor do céu, e por isso este colar vai combinar direitinho!
O dono da loja comovido colocou o colar em um estojo, embrulhou-o com um papel de seda verde e fez um lindo laço com uma brilhante fita vermelha.
Entregando o pacote a menininha., recomendou que tomasse muito cuidado ao transportá-lo. E lá se foi ela.
Após o Natal, assim que as lojas abriram, a primeira pessoa que entrou na loja foi uma linda jovem com maravilhosos olhos azuis. Ela dirigiu-se ao balcão e colocando um pacote sobre ele, perguntou:
-Este colar é da sua loja?
-Sim, senhorita! Gostou dele?
-É maravilhoso, mas quanto custou?
-Ah! Falou o dono da loja, o preço na minha loja é confidencial entre vendedor e cliente. E a moça continuou:
-Mas meu senhor, minha irmãzinha tinha somente algumas moedas! O colar é verdadeiro, não é? Ela não poderia ter dinheiro para comprá-lo!
O dono da loja então pegou o pacote refez o embrulho com extremo carinho e o entregou a mocinha dizendo:
-Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa poderia pagar. Ela deu tudo o que tinha! O silêncio encheu a loja e duas lágrimas rolaram pela face emocionada da jovem, enquanto tomava novamente o embrulho em suas mãos.

Gratidão não apenas aquece a quem recebe, mas reconforta a quem oferece!
Temos sido gratos a Deus, a nosso próximo, ao nosso semelhante?
Que nesta época de doação possamos, inicialmente, ser gratos a quem deixou a glória e aqui se entregou inteiramente por nós! Jesus! Ele pagou o preço mais alto que qualquer
pessoa podia ter pago por amor a você.

Viva a diferença!!! Seja a diferença

Paulo trabalhava em uma empresa há dois anos. Sempre foi um funcionário sério, dedicado e cumpridor de suas obrigações. Nunca chegava atrasado. Por isso mesmo já estava há dois anos na empresa, sem ter recebido uma única reclamação.
Certo dia, ele foi até o diretor para fazer uma reclamação:
- Sr. Gustavo, tenho trabalhado durante estes dois anos em sua empresa com toda a dedicação, só que me sinto um tanto injustiçado. Fiquei sabendo que o Fernando, que tem o mesmo cargo que eu e está na empresa há somente seis meses já será promovido ?!?...
Gustavo, fingindo não ouvi-lo disse:
- Foi bom você vir aqui. Tenho um problema para resolver e você poderá me ajudar. Estou querendo oferecer frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço de hoje. Aqui na esquina tem uma barraca de frutas. Por favor, vá até lá e verifique se eles tem abacaxi.
Paulo, sem entender direito, saiu da sala e foi cumprir a missão.
Em cinco minutos estava de volta.
E aí Paulo? - Perguntou Gustavo.
- Verifiquei como o senhor pediu e eles tem abacaxi sim...
- Quanto custa?
- Ah, Isso eu não perguntei...
- Eles têm abacaxi suficiente para atender a todo nosso pessoal? - Quis saber Gustavo.
- Também não perguntei isso...
- Há alguma fruta que possa substituir o abacaxi?
- Não sei...
- Muito bem Paulo. Sente-se ali naquela cadeira e aguarde um pouco. O diretor pegou o telefone e mandou chamar o novato Fernando. Deu a ele a mesma orientação que dera ao Paulo. Em dez minutos, Fernando voltou.
- E então ??? - Indagou Gustavo.
- Eles têm abacaxi sim seu Gustavo. E é o suficiente para todo nosso pessoal e, se o senhor preferir, têm também laranja, banana, melão e mamão. O abacaxi custa R$1,50 cada; a banana e o mamão custam R$1,00 o quilo; o melão custa R$1,20 cada e a laranja custa R$20,00 o cento, já descascada. Mas como eu disse que a compra seria em grande quantidade, eles nos concederão um desconto de 15%. Deixei reservado. Conforme o senhor decidir, volto lá e confirmo o pedido. - Explicou Fernando.
Agradecendo pelas informações, o patrão dispensou-o.
Voltou-se para Paulo, que permanecia sentado e perguntou-lhe:
- Paulo, o que foi que você estava me dizendo?
- Nada, patrão. Esqueça. Com licença...
E Paulo deixou a sala...
"Se não nos esforçarmos em fazer o melhor, mesmo em tarefas que possam parecer simples, jamais nos serão confiadas tarefas de maior importância."
"Todas as vezes que fazemos o uso correto e amplo da informação, criamos a oportunidade de imprimir a nossa marca pessoal."
"Você pode e deve se destacar, até nas coisas mais simples, como Fernando."
VIVA A DIFERENÇA !!! SEJA A DIFERENÇA !!!

A Janela

Certa vez, dois homens estavam seriamente doentes na mesma enfermaria de um grande hospital. O cômodo era bem pequeno e nele havia uma janela que dava para o mundo. Um dos homens tinha, como parte do seu tratamento, permissão para sentar-se na cama por uma hora durante as tardes (algo que tinha a ver com a drenagem de fluido de seus pulmões). Sua cama ficava perto da janela.
O outro, contudo, tinha de passar todo o seu tempo deitado de barriga para cima. Todas as tardes, quando o homem cuja cama ficava perto da janela era colocado em posição sentada, passava o tempo descrevendo o que via lá fora.
A janela dava para um parque onde havia um lago. Havia patos e cisnes no lago, e as crianças iam atirar-lhes pão e colocar na água barcos de brinquedo. Jovens namorados caminhavam de mãos dadas entre as árvores, e havia flores, gramados e jogos de bola. E ao fundo, por trás da fileira de árvores, avistava-se o belo contorno dos prédios da cidade.
O homem deitado ouvia o sentado descrever tudo isso, apreciando todos os minutos. Ouviu sobre como uma criança quase caiu no lago e sobre como as garotas estavam bonitas em seus vestidos de verão. As descrições do seu amigo eventualmente o fizeram sentir que quase podia ver o que estava acontecendo lá fora...
Então, em uma bela tarde, ocorreu-lhe um pensamento: Por que o homem que ficava perto da janela deveria ter todo o prazer de ver o que estava acontecendo? Por que ele não podia ter essa chance? Sentiu-se envergonhado, mas quanto mais tentava não pensar assim, mais queria uma mudança. Faria qualquer coisa!
Numa noite, enquanto olhava para o teto, o outro homem subitamente acordou tossindo e sufocando, suas mãos procurando o botão que faria a enfermeira vir correndo. Mas ele o observou sem se mover... mesmo quando o som de respiração parou. De manha, a enfermeira encontrou o outro homem morto e, silenciosamente, levou embora o seu corpo.
Logo que pareceu apropriado, o homem perguntou se poderia ser colocado na cama perto da janela. Então colocaram-no lá, aconchegaram-no sob as cobertas e fizeram com que se sentisse bastante confortável. No minuto em que saíram, ele apoiou-se sobre um cotovelo, com dificuldade e sentindo muita dor, e olhou para fora da janela.
Viu apenas um muro...
E a vida é, sempre foi e será aquilo que nós a tornamos.
Ligia Barreto

Seu Maior Tesouro



a lenda que, certa vez, um homem caminhava pela praia numa noite de lua cheia.

Pensava desta forma :


"Se tivesse uma casa grande, seria feliz".


"Se tivesse um excelente trabalho, seria feliz.


"Se tivesse uma companheira perfeita, seria feliz".


Nesse momento, tropeçou com uma sacolinha cheia de pedras e começou a jogá-las, uma a uma, no mar, a cada vez que dizia :


"seria feliz se tivesse..."


Assim o fez até que a sacolinha ficou com uma só pedrinha, que decidiu guardá-la.


Ao chegar em casa, percebeu que aquela pedrinha tratava-se de um diamante muito valioso.

Você imaginou quantos diamantes jogou no mar, sem parar para pensar ?


Quantos de nós vivemos jogando fora nossos preciosos tesouros por estar esperando o que acreditamos ser perfeito ou sonhando e desejando o que não temos, sem dar valor ao que temos perto de nossas mãos ?


Olhe ao seu redor e, se você parar para observar, perceberás quão afortunado você é. Muito perto de ti está tua felicidade.


Observe a sua pedrinha.

A importância do Perdão

O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os seus pés no assoalho da casa. Seu pai, que estava indo para o quintal para fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo
chama o menino para uma conversa.
Zeca, de oito anos de idade, o acompanha desconfiado. Antes que seu pai dissesse alguma coisa, fala irritado:
- Pai, estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito aquilo comigo.
Desejo tudo de ruim para ele.
Seu pai, um homem simples mas cheio de sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar:
- O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola.
O pai escuta tudo calado enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o acompanhou, calado. Zeca vê o saco
ser aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propõe algo:
- Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amiguinho Juca e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele. Quero que
você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou.
O menino achou que seria uma brincadeira divertida e passou mãos à obra. O varal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo. Uma hora se passou e o
menino terminou a tarefa. O pai que espiava tudo de longe, se aproxima do menino e lhe pergunta:
- Filho como está se sentindo agora?
- Estou cansado mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa.
O pai olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela brincadeira, e carinhoso lhe fala:
- Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa.
O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo. Que susto! Zeca só conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos. O
pai, então lhe diz ternamente:
- Filho, você viu que a camisa quase não se sujou; mas, olhe só para você
O mal que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resíduos, a fuligem ficam sempre
em nós mesmos.
Cuidado com seus pensamentos, eles se transformam em palavras;
Cuidado com suas palavras, elas se transformam em ações;
Cuidado com suas ações, elas se transformam em hábitos;
Cuidado com seus hábitos, eles moldam o seu caráter;
Cuidado com seu caráter, ele controla o seu destino.

A coisa mais bela do mundo


Um célebre pintor, que tinha realizado vários trabalhos de grande beleza, convenceu-se, certo dia, de que ainda lhe faltava pintar a sua obra prima.


Em sua procura por um motivo, numa poeirenta estrada,encontrou um idoso sacerdote que lhe perguntou para onde se dirigia.
Não sei, respondeu o pintor.
Quero pintar a coisa mais bela do mundo. Talvez que o senhor possa me orientar.


É muito simples- disse o sacerdote
- Em qualquer igreja ou crença você achará o que procura.
A fé é a mais bela coisa do mundo.
Prosseguiu viagem o pintor.


Mais tarde, perguntou a uma jovem noiva se sabia qual a coisa mais bela do mundo.
O amor- respondeu ela.
- O amor torna os pobres em ricos, suaviza as lágrimas, faz muito do pouco. Sem amor, não há beleza.


Continuou ainda o pintor a sua procura.


Um soldado exausto cruzou o seu caminho, e quando o pintor lhe fez a mesma pergunta, respondeu:
A Paz é a mais bela coisa do mundo. A guerra a coisa mais feia. Onde você encontrar a paz, fique certo de que encontrará a beleza.

Fé, Amor e Paz.


Como poderei pintá-las? -pensou tristemente o artista.
Meneando a cabeça desanimado, tomou o rumo de casa.


Ao entrar em sua própria casa, deu com a coisa mais bela do mundo.
Nos olhos dos filhos estava a Fé.
O Amor brilhava no sorriso de sua esposa.
E aqui,em seu lar, havia a Paz de que lhe falara o soldado.
Realizou assim o pintor o quadro
"A coisa mais bela do mundo". Goodwin
E, terminando-o, chamou-lhe
"LAR".

A Pedra



O distraído nela tropeçou...
O bruto a usou como projétil.
O empreendedor, usando-a, construiu.
O camponês, cansado da lida, dela fez assento.
Para meninos, foi brinquedo.
Drummond a poetizou.
Já, Davi, matou Golias, e Michelangelo extraiu-lhe a mais bela escultura...
E em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas no homem!
Não existe "pedra" no seu caminho que você não possa aproveitá-la para o seu próprio crescimento.
Independente do tamanho das pedras, no decorrer de sua vida. não existirá uma, que você não possa aproveitá-la para seu crescimento espiritual. Quando a sua pedra atual, tenho certeza que Deus irá te dar sabedoria, para mais tarde você olhar para ela, e ter orgulho da maravilhosa experiência que causou em sua vida, no seu crescimento espiritual.
Abençoado dia pra você!!!
Autor Desconhecido

domingo, 21 de agosto de 2011

ACORDE PARA VENCER



A mensagem positiva logo de manhã
é um estimulo que pode mudar o seu humor,
fortalecendo sua autoconfiança

Com este pensamento positivo,
você reunirá forças para vencer os obstáculos.

Não deixe portanto que nada afete seu espírito.
Envolva-se pela música, ouça, cante e
comece a sorrir mais cedo.

Ao invés de reclamar quando o relógio despertar,
agradeça a Deus pela oportunidade
de acordar mais um dia.

O bom humor é contagiante espalhe-o,
fale de coisas boas, de saúde de sonhos, de amor.
Não se lamente!!!
Ajude as outras pessoas a perceberem
o que há de bom dentro de si.

Não viva emoções mornas ou vazias.
Cultive seu interior.

Extraia o máximo de pequenas coisas.
Seja transparente e deixe que as pessoas
saibam que você as estima e precisa delas.
Repense os valores e dê a chance
de crescer e ser mais feliz.

Tudo que merece ser feito, merece ser bem feito.
Torne suas obrigações atraentes, tenha garra e determinação.

Mude, opine, ame o que faz. Não trabalhe só por dinheiro e sim pela satisfação da missão cumprida.
Lembre-se de que nem todos têm a mesma oportunidade.
Pense no melhor, trabalhe pelo melhor
espere o melhor.

Transforme seus movimentos em oportunidades.
Veja o lado positivo das coisas e assim tornará seu otimismo uma realidade.

Não inveje. Admire!!!
Sinta entusiasmo com o sucesso alheio,
como seria com o seu próprio.
Idealize um modelo de competência
e faça sua auto avaliação
para saber o que lhe está faltando para chegar lá.

Ocupe seu tempo crescendo,
desenvolvendo suas habilidades e seu talento.
Só assim não terá tempo de criticar os outros.

Não acumule fracassos e sim experiências .
Tire proveito dos seus problemas e não se deixe abater
por eles. Tenha fé e energia, acredite!!!
Você pode tudo que quiser.


Perdoe!! Seja grande para os aborrecimentos,
pobre para a raiva, forte para vencer o medo
e FELIZ para permitir momentos felizes.

Não viva só para o trabalho. Tenha outras atividades paralelas como esportes, leituras, cultivar amigos.
O trabalho é uma das contribuições que damos à vida,
mas não se deve jogar nele todas as nossas expectativas de realizações.

Finalmente, ria das coisas à sua volta,
de seus problemas, de seus erros, ria da vida.

E... ame. Antes de tudo, a você mesmo!
UTOR DESCONHECIDO

Castelo de Areia



Num dia de verão, estava na praia, observando duas crianças brincando na areia.
Elas trabalhavam muito, construindo um castelo de areia, com torres, passarelas e passagens internas.
Quando estavam quase acabando, veio uma onda e destruiu tudo, reduzindo o castelo à um monte de areia e espuma.
Achei que as crianças cairiam no choro, depois de tanto esforço e cuidado, mas tive uma surpresa.
Em vez de chorar, correram para a praia, fugindo da água, Sorrindo, de mãos dadas e começaram a construir outro castelo...
Compreendi que havia recebido uma importante lição:
Gastamos muito tempo de nossas vidas construindo alguma coisa.
E mais cedo ou mais tarde, uma onda poderá vir e destruir o que levamos tanto tempo para construir.
Mas quando isso acontecer, somente aquele que tem as mãos de alguém para segurar, será capaz de dar uma reviravolta !!!.
Tudo é feito de areia;
Só o que permanece é o nosso relacionamento com as outras pessoas.
Autor Desconhecido

A Lição do Velho



Havia numa aldeia um velho muito pobre, mas até reis o invejavam, pois ele tinha um belíssimo cavalo branco. Reis ofereciam quantias fabulosas pelo garanhão, mas o homem dizia:

-Este animal não é um cavalo para mim; é uma pessoa. E como se pode vender uma pessoa, um amigo?

O homem era pobre, mas jamais vendeu o cavalo. Numa manhã, descobriu que o cavalo não estava na cocheira. A aldeia inteira se reuniu, e disseram:

- Seu velho estúpido! Sabíamos que um dia o cavalo seria roubado. Teria sido melhor vendê-lo. Que desgraça!

O velho disse:

- Não cheguem a tanto. Simplesmente digam que o cavalo não está na cocheira. Este é o fato, o resto é julgamento. Se trata-se de uma desgraça ou de uma benção, não sei, porque este é apenas um julgamento. Quem pode saber o que vai se seguir?

As pessoas riram do velho. Elas sempre pensaram que ele era um pouco louco. Mas, quinze dias depois, de repente, numa noite, o garanhão voltou. Não havia sido roubado, ele havia fugido para a floresta. E não
apenas isso: ele trouxera uma dúzia de cavalos selvagens consigo.

Novamente, as pessoas se reuniram e disseram:

- Velho, você estava certo! Não se trata de uma desgraça, na verdade provou ser uma benção.

O velho disse:

- Vocês estão se adiantando mais uma vez. Apenas digam que o cavalo está de volta. Quem sabe se é uma benção ou não? Este é apenas um fragmento. Você lê uma única palavra de uma sentença – como
pode julgar todo o livro?

Desta vez, as pessoas não podiam dizer muito, mas interiormente achavam que o velho estava errado. Doze lindos cavalos tinham vindo. O velho tinha um único filho, que começou a treinar os cavalos selvagens. Apenas uma semana mais tarde, o filho caiu de um cavalo e fraturou as pernas. As pessoas se reuniram e, mais uma vez, julgaram.

Elas disseram

:- Você tinha razão novamente. Foi uma desgraça. Seu único filho perdeu o uso das pernas, e ele era o arrimo da sua velhice. Agora você esta mais pobre do que nunca.

O velho disse:

- Vocês estão obcecados por julgamento. Não se adiantem tanto. Digam apenas que meu filho fraturou as pernas. Ninguém sabe se isso é uma desgraça ou uma benção. A vida vem em fragmentos, mais que isso nunca é dado.

Aconteceu que, depois de algumas semanas, o país entrou em guerra, e todos os jovens da aldeia foram forçados a se alistar. Somente o filho do velho foi deixado para trás, pois recuperava-se das fraturas. A cidade inteira estava chorando, lamentando-se porque aquela era uma luta perdida e sabiam que a maior parte dos jovens jamais voltaria.

Então, elas vieram até o velho e disseram:

- Você tinha razão, velho - aquilo se revelou uma benção. Seu filho pode estar aleijado, mas ainda está com você. E nossos filhos foram-se para sempre.

O velho disse:

- Vocês continuam julgando. Ninguém sabe! Digam apenas que seus filhos foram forçados a entrar para o exército e que meu filho não foi. Mas somente Deus sabe se isso é uma benção ou uma desgraça. Não julguem, porque dessa maneira retardarão sua união com a Divindade. Vocês ficarão obcecados com fragmentos, pularão para as conclusões a partir de coisas pequenas.

Quando alguém julga deixa de crescer. O julgamento significa um estado mental estagnado. E a mente deseja julgar, porque estar em um processo é sempre arriscado e desconfortável. Na verdade, a jornada nunca chega ao fim.

Um caminho termina e outro começa. Uma porta se fecha, outra se abre. Quando você atinge um pico, sempre existirá um pico ainda mais alto. Aqueles que não julgam estão satisfeitos simplesmente em viver o momento presente e em nele crescer. Somente estes são capazes de caminhar com Deus..
Autor Desconhecido

Como árvores...



Qual o tamanho de um sofrimento ?

Quanto tempo devemos chorar por um ente querido
que morreu ou pelo amor que se perdeu ?

Quanto tempo devemos guardar trancado um coração
que sofreu uma traição ?

Quantos dias devemos ficar trancados em um quarto
quando alguém nos decepcionar ?

Qual o tamanho da saudade que devemos armazenar
por alguém que não vai voltar ?

Qual o tamanho do ódio que devemos criar para aqueles
que nos humilharam ou feriram ?

É muito difícil determinar o tamanho, o tempo ou o peso de
qualquer uma das perguntas acima, o certo, é que tudo tem
um tempo certo, tudo tem um limite, e cada um de nós é
suficientemente "adulto" para perceber quando estamos
passando dos limites.

Assim, as pessoas que se trancam na dor e fazem dessa dor
"o motivo" para não viverem, para não lutarem e
simplesmente desistirem da vida, estão indo contra um
princípio natural e divino que aponta sempre para
a continuidade da vida.

Se você cortar uma árvore centenária e deixar apenas
um pequeno toco, verá depois de alguns meses a vida
renascer com pequenos galhos já crescendo e
desafiando a vida para ressurgir.

Em alguns anos será novamente uma árvore forte e
cheia de vida, pronta para oferecer o que tem
de melhor para o mundo.

Por isso o sofrimento tem que ter uma medida,
a nossa dor tem que ter limite, o nosso isolamento do
mundo tem que ter um breque, porque somos como árvores
frondosas que estão sujeitas á vários cortes durante
nossa vida, alguns cortes derrubarão poucas folhas,
outras podem até destruir todos os galhos que demoramos
anos para juntar, mas sempre nos restarão algumas
sementes que se regarmos com paciência e amor,
em breve nos transformará de novo em belas árvores.

Se você, no dia de hoje, é apenas um toco,
lembre-se que dentro de você tem uma semente divina
que deve ser cultivada sempre, que precisa muito mais
da sua atenção que de mãos estranhas, por isso ame-se,
respeite-se, respeite a vida e o curso que ela tem,
transforme-se definitivamente numa árvore que dá frutos,
que dá sombra e lembra sempre a todos que enquanto
existir vida, existem possibilidades de transformar,
de renascer e de ser feliz
AUTOR DESCONHECIDO

Círculo do Amor

Ele quase não viu a senhora, com o carro parado
no acostamento.
Mas percebeu que ela precisava de ajuda. Assim parou seu carro e se aproximou.
O carro dela cheirava a tinta, de tão novinho. Mesmo com o sorriso que ele estampava na face, ela ficou preocupada.
Ninguém tinha parado para ajudar durante a última hora. Ele iria aprontar alguma?
Ele não parecia seguro, parecia pobre e faminto.
Ele pôde ver que ela estava com muito medo e disse:
- "Eu estou aqui para ajudar, madame. Por que não espera no carro onde está quentinho?
A propósito, meu nome é Marcelo".
Bem, tudo que ela tinha era um pneu furado, mas para uma senhora era ruim o bastante.
Marcelo abaixou-se, colocou o macaco e levantou o carro.
Logo ele já estava trocando o pneu. Mas ele ficou um tanto sujo e ainda feriu uma das mãos. Enquanto ele apertava as porcas da roda, ela abriu a janela e começou a conversar com ele.
Contou que era de São Paulo e só estava de passagem por ali e que não sabia como agradecer
pela preciosa ajuda.
Marcelo apenas sorriu enquanto se levantava.
Ela perguntou quanto devia. Qualquer quantia teria sido muito pouco para ela. Já tinha imaginado todas as terríveis coisas que poderiam ter acontecido se Marcelo não tivesse parado.
Marcelo não pensava em dinheiro. Aquilo não era
um trabalho para ele.
Gostava de ajudar quando alguém tinha necessidade e Deus já lhe ajudara bastante. Este era seu modo de viver e nunca lhe ocorreu agir de outro modo.
Ele respondeu:
-"Se realmente quiser me reembolsar, da próxima vez que encontrar alguém que precise de ajuda, dê para aquela pessoa a ajuda que precisar".
E acrescentou: "... e pense em mim".
Ele esperou até que ela saísse com o carro e
também se foi.
Tinha sido um dia frio e deprimido, mas ele se sentia bem, indo pra casa, desaparecendo no crepúsculo.
Algumas milhas abaixo a senhora encontrou um pequeno restaurante. Ela entrou para comer alguma coisa. Era um restaurante sujo. Acena inteira era estranha para ela.
A garçonete veio até ela e trouxe-lhe uma toalha limpa para que pudesse esfregar e secar o cabelo molhado e lhe dirigiu um doce sorriso, um sorriso que mesmo os pés doendo por um dia inteiro de trabalho não pôde apagar.
A senhora notou que a garçonete estava com quase oito meses de gravidez, mas ela não deixou a tensão e as dores mudarem sua atitude. A senhora ficou curiosa em saber como alguém que tinha tão pouco, podia
tratar tão bem a um estranho.
Então se lembrou de Marcelo. Depois que terminou a refeição, enquanto a garçonete buscava troco para a nota de cem dólares, a senhora se retirou. Já tinha partido quando a garçonete voltou.
A garçonete ainda queria saber onde a senhora poderia ter ido quando notou algo escrito no guardanapo, sob o qual tinha mais 4 notas de $100 dólares.
Havia lágrimas em seus olhos quando leu o
que a senhora escreveu.
Dizia "Você não me deve nada, eu já tenho o bastante. Alguém me ajudou uma vez e da mesma forma estou lhe ajudando. Se você realmente quiser me reembolsar não deixe este círculo de amor terminar com você".
Bem, havia mesas para limpar, açucareiros para encher,
e pessoas para servir.
Aquela noite, quando foi para casa e deitou-se na cama ficou pensando no dinheiro e no que a
senhora deixou escrito.
Como pôde aquela senhora saber o quanto ela e o marido precisavam disto?
Com o bebê para o próximo mês, como estava difícil! Ela deitou na cama ao lado do seu preocupado marido que dormia e disse-lhe:
"Tudo ficará bem; eu te amo, Marcelo"...

Moral da história:
Quando você tiver um grande problema, não vá até DEUS dizer que você tem um grande problema...
Vá até o problema e diga a ele que você tem um grande DEUS... AUTOR DESCONHECIDO

O Circulo da tolerância

Um famoso senhor com poder de decisão, gritou com um diretor da sua empresa, porque estava com ódio naquele momento.

O diretor, chegando em casa, gritou com sua esposa, acusando-a de que estava gastando demais, porque havia um bom e farto almoço à mesa.

Sua esposa gritou com a empregada que quebrou um prato.

A empregada chutou o cachorrinho no qual tropeçara.

O cachorrinho saiu correndo, e mordeu uma senhora que ia passando pela rua, porque estava atrapalhando sua saída pelo portão.

Essa senhora foi à farmácia para tomar vacina e fazer um curativo, e gritou com o farmacêutico, porque a vacina doeu ao ser-lhe aplicada.

O farmacêutico, chegando à casa, gritou com sua mãe, porque o jantar não estava do seu agrado.

Sua mãe, tolerante, um manancial de amor e perdão, afagou-lhe seus cabelos e beijou-o na testa, dizendo-lhe:

"Filho querido, prometo-lhe que amanhã farei os seus doces favoritos.

Você trabalha muito, está cansado e precisa de uma boa noite de sono.

Vou trocar os lençóis da sua cama por outros bem limpinhos e cheirosos para que você descanse bem. Amanhã você sentir-se-à melhor."

E abençoou-o, retirando-se e deixando-o sozinho com os seus pensamentos...

Naquele momento, rompeu o círculo do ódio, porque esbarrou com a tolerância a doçura, o perdão e o amor.

Façamos o mesmo. AUTOR DESCONHECIDO

A raiva nos deixa surdo e cego


Era uma vez, uma criança que estudava em um colégio particular, suas notas não eram das melhores, por isso, sua mãe era enérgica nos estudo da filha, e sempre estava atenta para que a situação não fugisse ao controle.

A menina era fisurada em andar a cavalo, indo constantemente ao sitio da família para dar umas voltas. Sua mãe percebendo tal situação fez um acordo com a filha, na qual, se ela melhorasse seu comportamento e suas notas na escola, levaria-a, em um haras para aprender a galopar melhor.

menina ficou radiante e topou a parada, começou a melhorar o seu comportamento, tanto dentro como fora da escola. Sua mãe ao perceber da melhora da filha ficou contente e ao mesmo tempo desconfiada.

Ao buscar o boletim de sua filha na escola, teve uma desagradável noticia, foi avisada que sua filha estava muito mal nas matérias e suas notas eram todas abaixo de 5 (cinco), deixando-a transtornada, pegando um envelope com o referido documento, sem analisar o conteúdo lhe entregue.

Chegou em casa totalmente fora de si, já foi direto para o quarto da filha, com um tom de voz elevadíssimo, começou a questioná-la sobre a nota na escola, dizendo: “como que você pode fazer isso com seus pais, estamos fazendo um sacrifício danado para que tenha um bom estudo e é assim que nos paga?”, a menina tentava dizer que não estava entendendo nada, e que havia algo errado, mas, a mãe não a escutava, dando-lhe, uma surra daquelas, deixando-a toda marcada.

Passado alguns dias, a menina continuava de castigo, quando seu pai sem pretensão alguma, pegou o envelope que estava na penteadeira do quarto, ao abrir verificou-se tratar de um boletim, e que o mesmo não pertencia a sua filha e sim de uma outra pessoa, imediatamente chamou sua esposa para que olhasse, ao perceber que havia cometido um tremendo engano, desesperou-se e ligou para a escola solicitando informação a respeito das notas da filha, e a noticia recebida foi que as notas eram as melhores possíveis, imediatamente foi até o quarto de sua filha, pediu-lhe perdão pelo que tinha feito com ela.

Nós seres humanos às vezes esquecemos que estamos aqui apenas de passagem e não aproveitamos os momentos que é nos dado, jamais conseguiremos efetuar alguma mudança em qualquer ser humano se agirmos como essa mãe, pois, a energia que vem da raiva bloqueia nossa capacidade de discernimento, cegando nossa inteligência, não tendo assim nenhuma sabedoria.
Mazenildo Feliciano Pereira

A sabedoria do mendigo



Serapião era um velho mendigo que perambulava pelas ruas da cidade. Ao seu lado, o fiel escudeiro, um vira lata marrom com manchas brancas, que atendia pelo nome de Malhado. Serapião não pedia dinheiro. Aceitava sempre um pão, uma banana, um pedaço de bolo ou um almoço feito com sobras de comida dos mais abastados.

Quando suas roupas estavam imprestáveis, logo era socorrido por alguma alma caridosa. Mudava a apresentação e era alvo de brincadeiras.

Serapião era conhecido como um homem bom, que perdera a razão, a família, os amigos e até a identidade. Não bebia bebida alcoólica, estava sempre tranqüilo, mesmo quando não havia recebido nem um pouco de comida.
Dizia sempre que Deus lhe daria um pouco na hora certa e, sempre na hora que Deus determinava, alguém lhe estendia uma porção de alimentos.

Serapião agradecia e rogava a Deus pela pessoa que o ajudava. Tudo que ganhava, dava primeiro para o Malhado, que paciente comia e ficava a esperar por mais um pouco. Não tinha onde dormir; onde anoiteciam, lá dormiam. Quando chovia, procuravam abrigo embaixo da ponte do ribeirão Bonito e, ali o mendigo ficava a meditar, com um olhar perdido no horizonte. Aquela figura me deixava sempre pensativo, pois eu não entendia aquela vida vegetativa, sem progresso, sem esperança e sem um futuro promissor que Serapião levava.
Certo dia, com a desculpa de lhe oferecer umas bananas fui bater um papo com o velho Serapião. Iniciei a conversa falando do Malhado, perguntei pela idade dele, o que Serapião não sabia. Dizia não ter idéia, pois se encontraram certo dia quando ambos andavam à toa pelas ruas.
Nossa amizade começou com um pedaço de pão -disse o mendigo. Ele parecia estar faminto e eu lhe ofereci um pouco do meu almoço e ele agradeceu abanando o rabo, e daí não me largou mais. Ele me ajuda muito e eu retribuo essa ajuda sempre que posso. Como vocês se ajudam? Perguntei.

Ele me vigia quando estou dormindo; ninguém pode chegar perto que ele late e ataca. Também quando ele dorme, eu fico vigiando para que outro cachorro não o incomode. Continuando a conversa, perguntei:
Serapião, você tem algum desejo de vida?
Sim, respondeu ele - tenho vontade de comer um cachorro quente, daqueles que a Zezé vende ali na esquina. Só isso? Indaguei. É, no momento é só isso que eu desejo. Pois bem, vou satisfazer agora esse grande desejo. Saí e comprei um cachorro quente para o mendigo. Voltei e lhe entreguei. Ele arregalou os olhos, deu um sorriso, agradeceu a dádiva e em seguida tirou a salsicha, deu para o Malhado, e comeu o pão com os temperos. Não entendi aquele gesto do mendigo, pois imaginava ser a salsicha o melhor pedaço.

Por que você deu para o Malhado logo a salsicha? - Perguntei intrigado. Ele, com a boca cheia, respondeu: Para o melhor amigo, o melhor pedaço. E continuou comendo, alegre e satisfeito.
Despedi-me do Serapião, passei a mão na cabeça do Malhado e saí pensando com meus botões:
Aprendi alguma coisa hoje. Como é bom ter amigos. Pessoas em quem possamos confiar. E saber reconhecer neles o seu real valor, agindo em consonância. Por outro lado, é bom ser amigo de alguém e ter a satisfação de ser reconhecido como tal.

Jamais esquecerei a sabedoria daquele eremita:
"PARA O MELHOR AMIGO, O MELHOR PEDAÇO"
AUTOR DESCONHECIDO

Prá nunca mais chorar



Passava do meio dia, o cheiro de pão quente invadia aquela rua, um sol escaldante convidava a todos para um refresco... Ricardinho não agüentou o cheiro bom do pão e falou:

- Pai, tô com fome!!!

O pai, Agenor, sem ter um tostão no bolso, caminhando desde muito cedo em busca de um trabalho, olha com os olhos marejados para o filho e pede mais um pouco de paciência...

- Mas pai, desde ontem não comemos nada, eu estou com muita fome.

Envergonhado, triste e humilhado em seu coração de pai, Agenor pede para o filho aguardar na calçada enquanto entra na padaria a sua frente... Ao entrar dirige-se a um homem no balcão dizendo:

- Meu senhor, estou com meu filho de apenas 6 anos na porta, com muita fome. Não tenho nenhum tostão, pois saí cedo para buscar um emprego e nada encontrei. Eu lhe peço, em nome de Jesus, que me forneça um pão para que eu possa matar a fome desse menino, em troca posso varrer o chão de seu estabelecimento, lavar os pratos e copos, ou outro serviço que o senhor precisar!!!

Amaro, o dono da padaria, estranha aquele homem de semblante calmo e sofrido, pedir comida em troca de trabalho e pede para que ele chame o filho... Agenor pega o filho pela mão e apresenta-o a Amaro, que imediatamente pede que os dois sentem-se junto ao balcão, onde manda servir dois pratos de comida, o famoso Prato Feito.

Para Ricardinho era um sonho, comer após tantas horas na rua... Para Agenor, era uma dor a mais, já que comer aquela comida maravilhosa fazia-o lembrar-se da esposa e mais dois filhos que ficaram em casa apenas com um punhado de fubá... Grossas lágrimas desciam dos seus olhos já na primeira garfada... A satisfação de ver seu filho devorando aquele prato simples como se fosse um manjar dos deuses, e a lembrança de sua pequena família em casa, foi demais para seu coração tão cansado de mais de 2 anos de desemprego, humilhações e necessidades....
Amaro se aproxima de Agenor e percebendo a sua emoção, pede que o amigo relaxe e diz que mais tarde conversariam sobre trabalho... Após o almoço, Amaro convida Agenor para uma conversa nos fundos da padaria, onde havia um pequeno escritório...
Agenor conta então que há mais de 2 anos havia perdido o emprego e desde então, sem uma especialidade profissional, sem estudos, ele estava vivendo de pequenos bicos, mas que há 2 meses não recebia nada...
Amaro resolve então contratar Agenor para serviços gerais na padaria, e penalizado, faz para o homem uma cesta básica com alimentos para pelo menos 15 dias... Agenor com lágrimas nos olhos agradece a confiança daquele homem e marca para o dia seguinte seu início no trabalho...
Ao chegar em casa com toda aquela "fartura", Agenor é um novo homem... Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta, era toda uma esperança de dias melhores... No dia seguinte, às 5 da manhã, lá estava Agenor na porta da padaria ansioso para iniciar seu novo trabalho... Amaro chega logo em seguida e sorri para aquele homem que nem ele sabia porque estava ajudando... Tinham a mesma idade, 32 anos, e histórias diferentes, mas algo dentro dele chamava-o para ajudar aquela pessoa... E, ele não se enganou - durante um ano, Agenor foi o mais dedicado trabalhador daquele estabelecimento, sempre honesto e extremamente zeloso com seus deveres...
Um dia, Amaro chama Agenor para uma conversa e fala da escola que abriu vagas para a alfabetização de adultos um quarteirão acima da padaria, e que ele fazia questão que Agenor fosse estudar... Agenor nunca esqueceu seu primeiro dia de aula: a mão trêmula nas primeiras letras e a emoção da primeira carta...
Doze anos se passam desde aquele primeiro dia de aula... Vamos encontrar agora o Dr. Agenor Baptista de Medeiros, advogado, abrindo seu escritório para seu cliente, e depois outro, e depois mais outro... Ao meio dia ele desce para um café na padaria do amigo Amaro, que fica impressionado em ver o "antigo funcionário" tão elegante em seu primeiro terno. Mais dez anos se passam, e agora o Dr. Agenor Baptista, já com uma clientela que mistura os mais necessitados que não podem pagar, e os mais abastados que o pagam muito bem.
Agenor resolve criar então uma Instituição que oferece aos desvalidos da sorte, que andam pelas ruas, pessoas desempregadas e carentes de todos os tipos, um prato de comida diariamente na hora do almoço... Mais de 200 refeições são servidas diariamente naquele lugar que é administrado pelo seu filho, o agora nutricionista Ricardo Baptista...
Tudo mudou, tudo passou, mas a amizade daqueles dois homens, Amaro e Agenor impressionava a todos que conheciam um pouco da história de cada um... Contam que aos 82 anos os dois faleceram no mesmo dia, quase que a mesma hora, morrendo placidamente com um sorriso de dever cumprido... Ricardinho, o filho mandou gravar na frente da "Casa do Caminho", que seu pai fundou com tanto carinho:
"Um dia eu tive fome, e você me alimentou. Um dia eu estava sem esperanças e você me deu um caminho. Um dia acordei sozinho, e você me deu Deus, e isso não tem preço. Que Ele habite em seu coração e alimente sua alma. E, que te sobre o pão da misericórdia para estender a quem precisar!!!"
(História verídica) Se acharem que vale a pena repassem, pois nunca é tarde para começar e sempre é cedo para parar!!!

NEM MAIS, NEM MENOS ..



A gente pode
morar numa casa mais ou menos,
numa rua mais ou menos,
numa cidade mais ou menos,
e, até, ter um Governo mais ou menos,

A gente pode
dormir numa cama mais ou menos,
comer um feijão mais ou menos,
e, até, ser obrigado a acreditar
mais ou menos no futuro.

A gente pode olhar em volta
e sentir tudo até mais ou menos.

Tudo bem!

O que a gente só não pode
nunca, mesmo, de jeito nenhum,
é amar mais ou menos,
é ser amigo mais ou menos,
é namorar mais ou menos,
é ter fé mais ou menos,
é acreditar mais ou menos.

Senão a gente corre o risco de ser tornar
uma pessoa mais ou menos.Autor desconhecido

Nao perca o barco...



Você já ouviu falar de Noé ?
Pode ser, até, que não acredite no dilúvio,
mas toda tradição ensinada possui fundamentos, medite nestes...
Não perca o barco.
Cada oportunidade poder única em nossas vidas...
Lembre-se de que estamos todos no mesmo barco.
Nossa sobrevivência depende muitas vezes da
sobrevivências do nosso próximo!
Planeje para o futuro.
Não estava chovendo quando Nóe construiu a Arca.
Muitas vezes não podemos pressentir o que nos aguarda,
Precisamos aprender a confiar
em DEUS.
Mantenha-se em forma.
Quando você tiver 60 anos, alguém pode lhe pedir para
fazer algo realmente grande.
Enquanto Noé construía a Arca, todos zombavam dele por
construir um barco no meio do DESERTO.
Não dê ouvidos aos críticos; apenas continue a fazer
o trabalho que precisa ser feito.
Construa seu futuro em terreno alto.
Quando olhamos para o horizonte, vemos o infinito !
Por segurança, viaje em pares.
Todos com Noé entraram aos pares,
isto nos trás uma nova reflexão:
Lembrem-se, O Grande Homem de Nazaré
Nunca enviou ninguém sozinho !
A velocidade nem sempre é uma vantagem.
Os caramujos estavam a bordo com os leopardos.
Temos muitas diferenças, o importante é que somos
essenciais uns para os outros e podemos chegar juntos,
mesmo com diferenças gritantes !
Quando estiver estressado flutue por um tempo.
Esperar, muitas vezes, é a melhor solução,
há coisas que fogem de nosso constrole.
relaxe e espere o dilúvio passar!
Lembre-se a Arca foi construída por amadores;
o titanic por profissionais.
Ter a benção de Deus é a garantia do sucesso.
Não importa a tempestade,
pois, quando você está com Deus
há sempre um arco-iris de esperanças lhe esperando,
desafiando-o para um novo começo !

NÃO SE DEIXE SOTERRAR



Conta-se que um fazendeiro, que lutava com muitas dificuldades,
alguns cavalos para ajudar no trabalho de sua fazenda.
Um dia, um capataz lhe trouxe a notícia que, um de seus cavalos,
havia caído num velho poço abandonado. O buraco era muito fundo
e seria difícil tirar o animal de lá. O fazendeiro avaliou a situação e
certificou-se de que o cavalo estava vivo. Mas, pela dificuldade
e o alto custo para retirá-lo do fundo do poço, decidiu que não valia
a pena investir no resgate. Chamou o capataz e ordenou-lhe que
sacrificasse o animal enterrando-o lá mesmo.
Este, por sua vez, chamou alguns dos empregados e orientou-os
para que jogassem terra sobre o cavalo, até que o encobrisse
totalmente e o poço não oferecesse mais perigo aos outros animais.
No entanto, à medida que a terra caía sobre seu dorso,
o cavalo se sacudia e a derrubava no chão e ia pisando sobre ela.
Logo, os homens perceberam que o animal
não se deixava soterrar. Ao contrário, estava subindo à medida que
a terra caía, até que, finalmente, conseguiu sair.
... Muitas vezes nos sentimos como se estivéssemos no fundo
do poço e, de quebra, ainda temos a impressão de que estão
tentando nos soterrar para sempre.
É como se o mundo jogasse sobre nós, a terra da incompreensão,
da falta de oportunidade, da desvalorização, do desprezo e da indiferença.
Nesses momentos difíceis, é importante que lembremos da lição
profunda da história do cavalo e façamos a nossa parte
para sair da dificuldade.
Afinal, se nos permitirmos chegar ao fundo do poço,
só nos restam duas opções: ou nos servirmos
dele como ponto de apoio para o impulso que nos levará
ao topo, ou nos deixamos ficar alí até que a morte nos encontre.
É importante que, se estamos nos sentindo soterrar,
sacudamos a terra e dela nos aproveitemos para subir.
Ademais, em todas as situações difíceis que enfrentamos na vida,
temos o apoio de DEUS, do qual podemos sempre nos aproximar
através da oração.
AUTOR DESCONHECIDO

A PORTA



O homem pobre bateu à porta.
Da janela o homem rico perguntou:
- Que queres receber?
- Nada quero receber.
Desejo apenas dar.
- O homem rico ironizou:
- És muito pobre para dar.
Sou muito rico para receber.
- Enganas-te.
Abre a tua porta e eu te darei a Verdade.
Interessado, o homem rico abriu a porta.
- Pronto - disse, dá-me a verdade que prometeste.
- Já te dei.
- Quando?
- Agora.
- E onde está a verdade?
- Numa porta que se abre, respondeu o homem pobre.
- Então, o homem rico meditou... e compreendeu.
- Obrigado - sussurrou.
Na verdade abriste a porta do meu coração, e por ela entrou a paz.
- Então, já posso ir - disse o homem pobre.
- Não, não vás - pediu o homem rico.
Fica um pouco mais?
- Não posso.
- Por que? Fala-me.
- Porque não precisas mais de mim!
E foi bater em outras portas fechadas à beira do caminho...
AUTOR DESCONHECIDO

Assim como um lápis ...



O menino olhava a avó escrevendo uma carta. A certa altura, perguntou:
- Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por
acaso, é uma história sobre mim?
A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
- Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante
do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você
fosse como ele quando crescesse.
O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!
- Tudo depende do modo como você olha as coisas.
Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre
uma pessoa em paz com o mundo.
"Primeira qualidade:

Você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe
uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele
deve sempre conduzi-lo em direção a Sua vontade".
"Segunda qualidade:
De vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e uso o
apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele
está mais afiado. Portanto, saiba suportar dores, porque elas o farão
ser uma pessoa melhor".
"Terceira qualidade:
O lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que
estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é
necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no
caminho da justiça".
"Quarta qualidade:
O que realmente importa no lápis, não é a madeira ou sua forma
exterior, mas o grafite que está no seu interior. Portanto, sempre cuide daquilo
que acontece dentro de você".
"Finalmente, a quinta qualidade do lápis:
Ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você
fizer na vida, irá deixar traços, e, portanto, procure ser consciente de cada
uma de suas ações".
PAULO COELHO

A última viagem



Houve um tempo em que eu ganhava a vida como motorista de táxi. Os passageiros embarcavam totalmente anônimos. E, às vezes, me contavam episódios de suas vidas, suas alegrias e suas tristezas.
Encontrei pessoas que me surpreenderam. Mas, nenhuma como aquela da noite de 25 para 26 de julho do último ano em que trabalhei na praça.

Havia recebido já tarde da noite uma chamada vinda de um pequeno prédio de tijolinhos, em uma rua tranqüila do subúrbio de Belo Horizonte, capital das Minas Gerais.
Quando cheguei ouvia cachorros latindo longe. O prédio estava escuro, com exceção de uma única lâmpada acesa numa janela do térreo.
Nestas circunstâncias, outros teriam buzinado duas ou três vezes, esperariam só um pouco e, então, iriam embora. Mas, eu sabia que muitas pessoas dependiam de táxis como único meio de transporte a tal hora.
A não ser, portanto, que a situação fosse claramente perigosa, eu sempre esperava.
"Este passageiro pode ser alguém que necessita de ajuda", pensei.

Assim, fui até a porta e bati.
- Um minutinho, respondeu uma voz débil e idosa.
Ouvi alguma coisa ser arrastada pelo chão...
Depois de uma pausa longa, a porta abriu-se. Vi-me então diante de uma senhora bem idosa, pequenina e de frágil aparência.
Usava um vestido estampado e um chapéu bizarro daqueles usados pelas senhoras idosas nos filmes da década de 40! E se equilibrava numa bengala, enquanto segurava com dificuldade uma pequena mala.
Dava para ver que a mobília estava toda coberta com lençóis. Não haviam relógios, roupas ou adornos sobre os móveis. Num canto jazia uma caixa aberta com fotografias e vidros.
A velha senhora, esboçando então um tímido sorriso de quem havia já perdido todos os dentes, pediu-me:
- O senhor poderia me ajudar com a mala?
Eu peguei a mala e ajudei-a caminhar lentamente até o carro. E enquanto se acomodava ela ficou me agradecendo.
- Não é nada, apenas procuro tratar meus passageiros do jeito que gostaria que tratassem minha velha mãe”.
- Oh!, você é um bom rapaz!

Quando embarcamos, deu-me um endereço e pediu:
- O senhor poderia ir pelo centro da cidade?
- Este não é o trajeto mais curto, alertei-a prontamente.
- Eu não me importo. Não estou com pressa. Meu destino é o último, o asilo dos velhos.
Surpreso, eu olhei pelo retrovisor.
Os olhos da velhinha brilhavam marejados.
- Eu não tenho mais família e o médico me disse que tenho muito pouco tempo.
Disfarçadamente desliguei o taxímetro e perguntei:
- Qual o caminho que a senhora deseja que eu tome?

Nas horas seguintes nós dirigimos por toda a cidade. Ela mostrou-me o edifício na Praça 7 em que havia, em certa ocasião, trabalhado como ascensorista.
Nós passamos pelas cercanias em que ela e o esposo tinham vivido como recém-casados. E também pela Igrejinha de São Francisco, na Pampulha, onde comemoraram Bodas de Ouro.
Ela pediu-me que passasse em frente a uma loja de móveis na região da Praça da Liberdade, que havia sido um grande salão de dança que ela freqüentara quando mocinha.
De vez em quando, pedia-me para dirigir vagarosamente em frente a um edifício ou esquina. Era quando ficava então com os olhos fixos na escuridão, sem dizer nada. E olhava, olhava e suspirava...
E assim rodamos a noite inteira.

Quando o primeiro raio de sol surgiu no horizonte, ela disse de repente:
- Estou cansada e pronta. Vamos agora!
Seguimos, então, em silêncio, para o endereço que ela havia me dado. Chegamos a um prédio rodeado de árvores, uma pequena casa de repouso.
Dois atendentes caminharam até o taxi, assim que paramos. Eram amáveis e atentos e logo se acercaram da velha senhora, a quem pareciam esperar.
Eu abri o porta-malas do carro e levei a pequena valise até a porta. A senhora, já sentada em uma cadeira de rodas, perguntou-me então pelo custo da corrida.
- Quanto lhe devo?, ela perguntou, pegando a bolsa.
- Nada!, eu disse.
- Você tem que ganhar a vida, meu jovem.
- Há outros passageiros", respondi.
Quase sem pensar, curvei-me e dei-lhe um abraço. Ela me envolveu comovidamente e devolveu-me com um beijo afetuoso e repleto da mais pura e genuína gratidão e disse:
- Você deu a esta velhinha bons momentos de alegria, como não tinha há tanto tempo. Só Deus é quem sabe o quanto você fez por mim. Obrigada, meu amigo! Mil vezes obrigada.”
Apertei sua mão pela última vez e caminhei no lusco-fusco da alvorada sem olhar para trás, pois as lágrimas corriam-me abundantes pela face.
Atrás de mim uma porta foi fechada. Era o som do término de uma vida... Naquele dia não peguei mais passageiros. Dirigi sem rumo, perdido nos meus pensamentos. Mal podia falar.

Dois dias depois, tomei coragem e voltei no asilo para ver como estava a minha mais nova amiga. Me disseram, então, que na noite anterior adormecera para sempre, em paz e feliz.
E fiquei a pensar, se a velhinha tivesse pego um motorista mal-educado e raivoso... Ou, então, algum que estivesse ansioso para terminar seu turno.
Óh, Deus! E se eu houvesse recusado a corrida? Ou tivesse buzinado uma vez e ido embora?
Ao relembrar, creio que eu jamais tenha feito algo mais importante na minha vida até então.

Em geral nos condicionamos a pensar que nossas vidas giram em torno de grandes momentos.
Todavia, os grandes momentos freqüentemente nos pegam desprevenidos e ficam guardados em recantos que quase todo mundo considera sem importância, quando nos damos conta, já passou.
As pessoas podem não lembrar exatamente o que você fez, ou o que você disse.
Mas, elas sempre lembrarão como você as fez sentir-se.

Portanto, você pode fazer a diferença.
Pense bem nisso.
Os idosos de hoje, somos nós amanhã.

Autoria: Don Rico

Um travesseiro e uma manta



A muito tempo atrás, uma jovem menina rica estava se preparando para deitar. Ela estava fazendo suas orações quando ouviu um choro, ligeiramente amortecido pela janela. Um choro amedrontado. Ela foi até a janela e olhou pra fora. Outra menina, que parecia ter a sua idade e sem-lar estava parada em frente à sua casa. Ela sentiu o coração partir.

Fazia muito frio e a menina não tinha sequer um cobertor, só jornais velhos que alguém tinha jogado fora.
A menina rica foi golpeada de repente por uma brilhante idéia.
Ela chamou à outra menina e disse:
- Venha até minha porta da frente, por favor.
A menina sem-lar ficou assustada e só conseguiu acenar com a cabeça.

Tão rápido quanto as pernas dela puderam levá-la, a menina correu pelo corredor até o armário de sua mãe e escolheu uma colcha velha e um velho travesseiro. Ela teve que caminhar mais devagar para não tropeçar na colcha. Derrubando tudo, ela abriu a porta. De pé a menina sem-lar, olhando bastante assustada. A menina rica sorriu calorosamente e deu a colcha e o travesseiro à outra menina.
O sorriso demonstrava o verdadeiro assombro e felicidade na face da outra menina. Ela foi para cama inacreditavelmente satisfeita.

Pela manhã do dia seguinte, uma batida à porta. A menina rica correu até a porta esperando encontrar a outra pequena menina.
Ela abriu a porta e olhou pra fora. Era a outra pequena menina.
A face dela parecia feliz, e ela sorriu.
- Eu acho que você quer isto de volta.
A menina rica abriu a boca para dizer que não quando outra idéia estourou na sua cabeça.
- Eu os quero de volta.

A menina sem-lar quase caiu. Esta não era obviamente a resposta que ela esperava. Relutantemente entregou tudo e virou-se para partir quando a menina rica gritou:
- Espera! Fique aí mesmo.
Ela virou para ver a menina rica que corria degraus acima.
Achando que qualquer coisa que a pequena menina rica estivesse fazendo não valia a pena, ela começou a se virar e ir embora.

Quando avançou o primeiro passo, sentiu alguém lhe bater no ombro, e quando virou-se viu a menina rica, trazendo uma manta novinha e um outro travesseiro. - Fique com estes. ela disse calmamente.
Eram de uso pessoal da menina rica e muito melhores.
O tempo passou e nunca mais se viram.
Um dia, a menina rica que agora era uma rica mulher recebeu um telefonema de alguém. Um advogado, lhe chamando para uma conversa.
Quando ela chegou ao escritório, ele lhe lembrou sobre o que tinha acontecido.

Quarenta anos atrás, quando você tinha nove anos, você ajudou uma pequena menina em necessidade. Esta menina cresceu, se transformou em uma mulher de classe, com um marido e duas filhas.

Ela morreu recentemente e deixou algo para você no testamento. Embora seja a coisa mais peculiar que já vivenciei. Ela lhe deixou um travesseiro e uma manta.

Autor desconhecido

ACREDITE EM SI MESMO



Em um pequeno vilarejo vivia um velho professor, que de tão sábio,
era sempre consultado pelas pessoas da região.

Uma manhã, um rapaz que fora seu aluno, vai até a casa desse sábio
homem para conversar, desabafar e aconselhar-se.

- Venho aqui, professor, porque sinto-me tão pouca coisa, que não tenho
forças para fazer nada. Dizem-me que não sirvo para nada, que não faço nada bem,
que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer
para que me valorizem mais?

O professor, sem olhá-lo, disse:

- Sinto muito meu jovem, mas não posso ajudar-lhe. Devo primeiro
resolver meu próprio problema. Talvez depois.

E fazendo uma pausa falou:

- Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e,
depois, talvez, possa lhe ajudar.

- C... claro, professor, gaguejou o jovem, mas sentiu-se outra vez
desvalorizado e hesitou em ajudar seu antigo professor.

O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno, deu ao rapaz, e disse:

- Monte no cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida.
É preciso que você obtenha pelo anel o máximo valor possível, mas não aceite menos que uma moeda
de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.
O jovem pegou o anel e partiu.
Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos mercadores.
Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel.
Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem ao menos olhar
para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito
valiosa para comprar um anel.
Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e
uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não
aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.
Depois de oferecer a jóia para todos que passaram pelo mercado, abatido
pelo fracasso, montou no cavalo e voltou.
O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse
comprar o anel, livrando assim seu professor das preocupações.
Dessa forma ele poderia receber a ajuda e conselhos que tanto precisava.

Entrou na casa e disse:

- Professor, sinto muito, mas é impossível
conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata,
mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.

- Importante o que disse, meu jovem... contestou sorridente. Devemos
saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro. Quem melhor
para saber o valor exato do anel? Diga que quer vender o anel e pergunte quanto ele lhe dará por ele.
Mas não importa o quanto ele ofereça, não o venda... Volte aqui com meu anel.
O jovem foi até o joalheiro e deu-lhe o anel para examinar.
O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o mesmo, e disse:

- Diga ao seu professor, que se ele quiser vender agora, não posso dar mais
que 58 moedas de ouro pelo anel.

- CINQÜENTA E OITO MOEDAS DE OURO! - exclamou o jovem.

- Sim, replicou o joalheiro. Eu sei que com tempo eu poderia oferecer cerca
de 70 moedas, mas se a venda é urgente...

O jovem correu emocionado à casa do professor para contar o que ocorreu.

- Sente-se - disse-lhe o professor.

Depois de ouvir tudo o que o jovem lhe contou, falou:

- Você é como este anel, uma jóia valiosa e única, e que só pode ser avaliada por um "expert".
Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor?

E, dizendo isto, voltou a colocar o anel no dedo.

- Todos somos como esta jóia:
valiosos e únicos, e andamos por todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes
nos valorizem. Você deve acreditar em si mesmo. Sempre!


"Ninguém poderá fazê-lo sentir-se
inferior sem o seu consentimento."

O CHORO DA ESTRELA



Estava Deus, a caminhar, sossegadamente, pelo universo... contemplava sua criação, e, aproveitando o passeio, verificava se tudo estava correndo bem. Em certo ponto de sua caminhada, deparou-se com uma de suas estrelas, num choro compulsivo... Com certa tristeza, aproximou-se e perguntou docemente:
Por que choras, minha filha?
A pobre estrela, aos prantos, mal conseguia falar :
Sabe, meu Pai... Estou triste...não consigo achar uma razão para a minha existência... O sol, com toda a sua magnitude, fornece calor, luz e energia às pessoas... As estrelas cadentes, incentivam paixões e sonhos... Os cometas, geram dúvidas e mistérios... E eu, aqui... parada...
Deus ouviu tudo atentamente... com doçura e paciência, decidiu explicar à estrela os porquês, porém, foi interrompido por uma voz, que vinha de longe... Era uma criança, que caminhava com sua mãe, em um dos planetas da região...
A criança dizia à sua mãe:
Veja mamãe! O dia já vai nascer!
A mãe ficou meio confusa... como podia, uma criança, que mal sabia as horas, saber que o sol já nasceria, mesmo estando tão escuro?
Como você sabe disso, meu filho?
Veja aquela estrela! Papai me disse que ela anuncia o novo dia.
Ela sempre aparece pouco antes do sol, e aponta o lugar de onde o sol vai sair... Ouvindo aquilo, a estrela pôs-se a chorar...
Deus, calmamente lhe falou:
Podes ver? Sabes agora, o motivo de tua existência?
Tudo o que criei, fiz por alguma razão de ser.
És a estrela que anuncia o novo dia..
E com o novo dia, renovam-se as esperanças, os sonhos...
E serves para orientar os homens, para onde caminhar.
Ao te ver, sabem que não estão perdidos, pois sabem qual o seu destino.
A estrela ouviu tudo atentamente... Sentiu uma alegria celestial invadindo sua vida... A partir de então, ela brilhou cada vez mais, pois sabia que era importante e indispensável ao ciclo da vida.
Todos nós temos uma razão para estarmos aqui... Mesmo se não soubermos qual é exatamente esta razão, devemos viver a vida intensamente, semeando amor e espalhando alegrias... Só assim, a estrela que habita em nossos corações brilhará mais forte, iluminando a todos que estão em nossa volta. Fazendo isso, estaremos iluminando nossas próprias vidas.
AUTOR DESCONHECIDO

Eu ouvi Deus



Outro dia eu levantei chateada já pensando nos inúmeros problemas que eu tinha para resolver naquele dia, um gosto amargo na boca, dores pelo corpo e uma angústia esquisita me invadia a alma e dizia que eu não havia dormido bem.

Eu não tinha idéia de "por onde começar"...

Quando sai para a rua fui surpreendida por um dia maravilhoso, um sol "gostoso" iluminava um céu azul quase sem nuvens, e eu tive a impressão de que Deus queria falar comigo.

Continuei caminhando e nas árvores da praça perto de casa, dezenas de passarinhos cantavam alegres e disputavam alimentos com uma barulheira festiva, e senti que Deus queria falar comigo.

Olhei para as flores daquele Jardim e me lembrei de Jesus falando aos antigos:

(LC 12:27) "Olhai os lírios no campo, como eles crescem; não trabalham, nem fiam; e digo-vos que nem ainda Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles.", e mais uma vez senti que Deus queria falar comigo.

Angustiada com meus problemas que pareciam ser os mesmos sempre, parecia que eu nunca iria sair daquele círculo de aflições, quando percebi que minhas pernas estavam me levando por todos os lugares que eu queria, mesmo sem eu ordenar nada, que meus braços eram fortes e eu poderia utilizar essa força para o trabalho, e que meu cérebro possuía ainda um raciocínio muito rápido, e mais uma vez percebi que Deus queria falar comigo.

Percebi então, quanto tempo eu estava perdendo amando quem não me amava, trabalhando onde não me sentia feliz, fazendo coisas somente para agradar quem nunca mereceu, desejando coisas que eu nem sabia se me fariam felizes, buscando um Deus da guerra para vencer meus inimigos, quando Deus é só amor.

Então compreendi que a felicidade está onde nós estamos, onde está o nosso coração e nesse dia eu ouvi Deus.

Autor: Paulo Roberto Gaefke

OBSERVE A CACHOEIRA



Perderia sua canção se fossem tiradas
as pedras do seu caminho.
São os obstáculos que fazem suas águas prosseguirem.

Nenhuma rocha, por mais resistente
que seja, é capaz de deter a água.
Ela tem sabedoria para contorná-la
e seguir em frente, com a força da suavidade...

Nada é mais suave e
nada é mais forte do que a água,
caminha firme e lentamente, sabedora
de que tem o mesmo destino do homem:
Seguir em frente!

Assim também é a nossa vida.
Os obstáculos existem para
nos fazer caminhar cada
vez mais firmes, mais determinados,
totalmente entregues, confiantes na existência.

Fé é Rendição.

Portanto, quando o sofrimento
bater à sua porta, não lamente
nem se inquiete, seja apenas
testemunha da dor.

Sinta-se um privilegiado porque
é das batalhas que surge a alma.
Diante de qualquer problema que
lhe pareça sem solução, tome uma
atitude inteligente, a seu favor:
Respire...

Quando menos uma pessoa merecer
seu amor,é quando ela mais
necessita dele.

Perdoe, perdoe quantas vezes
forem necessárias, liberte
seu coração do ressentimento,
abra-se para novas emoções.
Seja flexível como as flores,
como as borboletas...

Experimente todos os perfumes.
Estenda a mão, ofereça a
sua compreensão, o seu amor.
Viemos a este planeta para
aprender a amar. Apenas isso.
Então ame!Pouco ou muito,
não importa.

Importante é amar sempre.
Só o amor realiza a mágica de se
multiplicar quando é dividido.
Nada neste mundo faz sentido
se não tocamos o coração das pessoas.

Se a gente cresce com os golpes
duros da vida, também pode crescer
com os toques suaves da alma.

(Desconheço a Autoria)

O HOMEM QUE QUERIA VER DEUS



Naquela cidadezinha havia um homem que queria ver Deus.
Todos os dias que vivia, eram uma expectativa e isso já estava se tornando uma obsessão.

Numa manhã, juntou algumas provisões e disse à sua mulher que partiria "em busca de Deus", onde quer que Ele estivesse.
A mulher, assustada, nem teve tempo de pronunciar palavra, pois o homem a deixou de súbito, a passos largos.

Depois de algumas horas de caminhada, chegou ao sopé de um morro, e viu uma árvore lá em cima.
Era lá que ele iria esperar pela aparição, e dali não sairia por nada.
Depois de armar acampamento, sentou-se e passou a admirar o lugar, pensando no que diziam as pessoas com relação a Deus, pois muitos achavam que Ele estava em tudo, e a natureza fazia parte como um todo.
Mas isso para ele era muito pouco, deveria haver mais coisas, não poderia ser tão simples assim.
A noite chegou, e num misto de medo e bravura, esperava e nada...

Diante de tal solidão, teria muito tempo para pensar, e pensou....
Pensou em toda sua vida, desde a infância, sua mãe, seu pai, suas desilusões, seus desejos, suas diabruras de criança, enfim não havia outra coisa ali a fazer senão pensar, e assim adormeceu.

O dia raiou glorioso, e o homem achou que seria um prenúncio ao que poderia acontecer.
Talvez um "show" pirotécnico, alguns anjos soprando alguma coisa, coros com lindas vozes, enfim, com esse espírito o dia foi transcorrendo e nada.

Outra vez a noite, e com ela mais decepção.
Por que não me aparece Senhor de tudo, estaria sendo eu tão pretensioso assim?
Com essas indagações a noite chegou, e ele perdeu-se novamente em pensamentos.
Três dias se passaram, e o homem já dava sinais de cansaço, raiva, além da saudade de um belo chuveiro e uma cama limpinha, onde ele teria a certeza de que até seus pensamentos seriam melhores.

Por outro lado, será que não era isso mesmo que Deus queria, ou seja, que ele fizesse um pouco de sacrifício, a fim de se purificar, ficar mais leve, e longe desse mundo tão hostil? Só poderia ser isso.

Ouvira tanta gente dizer que sem sacrifícios não se chega aos céus!
Achou que era só uma questão de tempo e a pirotecnia começaria.
Naquela noite, qualquer ruído noturno era motivo para os olhos arregalarem-se.
Mas ainda não foi o dia.

A exaustão tomou conta daquele homem e num clima de decepção total, no quinto dia juntou suas tralhas.
Nunca mais iria se preocupar com a existência de Deus. A esta altura ele julgava-se um bobo da corte.

Depois de tudo arrumado, colocou a mochila nas costas e começou a caminhar.
Cabisbaixo, acompanhava o movimento de seus pés, e de chofre parou.
Olhou para a direita, esquerda, e finalmente virou-se.
Atrás de si podia ver seu rastro na terra, e em movimentos lentos, mesmo sem saber porque, começou a voltar pisando exatamente nas suas próprias marcas, como uma criança numa brincadeira.

Durante esse percurso, uma emoção muito forte tomou conta de seu coração e foram inevitáveis as lágrimas.
Nesse pequeno trajeto, que não passara de alguns poucos metros, mais uma vez seu filme lhe foi passado, até que chegou ao último passo, que pela ordem seria o primeiro.
Ali, parado, sem ao menos sentir sua própria respiração, percebeu que tanto na ida, quanto na volta, uma pessoa o acompanhou e não precisou de alguns dias para descobrir quem era: ele próprio!

Naquele momento se encontrou com Deus.
Daquele dia em diante sua busca cessou, pois entendeu ( e isso foi sua própria conclusão), que para ver Deus é preciso ver-se a si mesmo,
e compreender que Ele está dentro de todos aqueles que O desejarem, e o mais importante:
Não é preciso ver para crer, é preciso crer para ver!

"Deus vive e habita dentro de você"
AUTOR DESCONHECIDO

Gestos Que Salvam Vidas



A chuva caía fina e gelada na tarde quieta. Longe, na estrada, um carro parou. Era pequeno e meio velho.

Um rapaz saltou, levantou o capô e se pôs a mexer em tudo que viu.

O fazendeiro, de onde estava, pensou: "coitado. Pelo jeito, não entende de mecânica."

Vestiu sua capa de chuva e caminhou até a estrada. O jovem estava muito nervoso, mexia no carro, voltava, tentava dar a partida, passava as mãos pelos cabelos.

"Quer ajuda?"

O rapaz parecia preste a chorar.

"É a bobina." - diagnosticou o fazendeiro, depois de uma boa olhada.

Buscou seu cavalo, rebocou o carro até o seu celeiro e com seu próprio carro, foi à cidade comprar uma bobina nova.

Estranhou que, ao chegar à loja, o rapaz não quisesse entrar.

Deu-lhe o dinheiro necessário e disse que tinha vergonha, por estar molhado.

Algum tempo depois com o carro funcionando, pronto para partir, a esposa do fazendeiro insiste para que fique para o jantar.

Não era hábito convidar estranhos para adentrar a casa. Contudo, aquele rapaz parecia aflito, meio perdido. Poderia, talvez ser seu filho.

Ele quase não comeu. Continuava preocupado, ansioso. A chuva se fez mais forte. O casal preparou o quarto de hóspedes e pediu que ficasse.

Na manhã seguinte, suas roupas estavam secas e passadas. Ele se mostrava menos inquieto. Alimentou-se bem e despediu-se.

Quando pegou a estrada, aconteceu uma coisa estranha. Ele tomou a direção oposta da que seguia na noite anterior. Isto é, voltou para a capital.

O casal concluiu que ele se confundira na estrada.

O tempo passou. Os dias se transformaram em semanas, meses e anos. Então, chegou uma carta endereçada ao fazendeiro:

"Sr. Mcdonald,

"Não imagino que o senhor se lembre do jovem a quem ajudou, anos atrás, quando o carro dele quebrou.

"Imagine que, naquela noite, eu estava fugindo. Eu tinha no carro uma grande soma de dinheiro que roubara de meu patrão.

"Sabia que tinha cometido um erro terrível, esquecendo os bons ensinamentos de meus pais.

"Mas o senhor e sua mulher foram muito bons para mim. Naquela noite, em sua casa, comecei a ver como estava errado.

"Antes de amanhecer, tomei uma decisão. No dia seguinte, voltei ao meu emprego e confessei o que fizera.

"Devolvi todo o dinheiro ao meu patrão e lhe implorei perdão.

"Ele podia ter me mandado para a prisão. Mas, por ser um homem bom, me devolveu o emprego. Nunca mais me desviei do bom caminho.

"Estou casado. Tenho uma esposa adorável e duas lindas crianças.

"Trabalhei bastante.

"Não sou rico, mas estou numa boa situação.

"Poderia lhe recompensar generosamente pelo que o senhor fez por mim naquela noite. Mas não acredito que o senhor queira isso.

"Então resolvi criar um fundo para ajudar outras pessoas que cometeram o mesmo erro que eu. Desta forma, acredito poder pagar pelo meu erro.

"Que Deus o abençoe, senhor, e a sua bondosa esposa, que me ajudou ainda mais do que o senhor sabia."

Enquanto o casal lia, os olhos se encheram de lágrimas. Quando acabaram, a esposa colocou a carta sobre a mesa e citou versículos do capítulo 25 do Evangelho de Mateus:

"Era peregrino, e me recolheste. Tive fome e me destes de comer. Tive sede e me destes de beber.

"Estava nu, e me vestistes. Estava enfermo e me visitastes.

"Estava no cárcere e me fostes ver.

"Em verdade, todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes."
AUTOR DESCONHECIDO

A cachoeira da Paz



Era uma vez dois bandos que disputavam entre si para ver quem via melhor a Cachoeira da Paz, que ficava lá em cima, na montanha da Luz Eterna.

Os do lado de cá diziam que daqui é que se vê quase tudo.
Os do lado de lá juravam que de lá é que se via praticamente toda a extensão da cachoeira.

Gritavam uns para os outros e convidavam quem passava a conhecer a cachoeira do seu lado, porque o seu lado é que era o melhor.

E havia os que aproveitavam para fazer propaganda contra os que do outro lado afirmavam ver alguma coisa:

- Eles estão nas trevas, eles ainda estão na ignorância, eles ainda não viram direito. Deus não lhes deu o que deu a nós. Nós, sim, podemos ver quase tudo porque Deus nos escolheu para deste lado ver o que pode e deve ser visto. Venha para o nosso lado. Daqui é que se vê a verdade da cachoeira...

Bebiam da mesma água, mas até isso eles deturparam: um lado dizendo que a água do outro lado era mais suja.
Um dia, um adulto sério os convidou a olhar a cachoeira juntos do meio do rio e a beber das águas limpas juntos.

Alguns foram e gostaram e aproveitaram para conversar.
Outros não quiseram aceitar o convite porque achavam que era um truque para fazê-los mudar de lado e não para ensinar a ver juntos ou beber juntos.

Os que foram lá para o meio ficaram amigos e nunca mais um falou contra o outro.
Por várias razões, continuaram a valorizar o seu ângulo pra onde voltavam de vez em quando, mas davam sempre um jeito de ir beber junto com os irmãos do outro lado.

Construíram uma plataforma e uma ponte que facilitasse o trânsito entre eles.
Agora, sempre que podem, dão um jeito de se ver.

Gostaram da experiência de nadar e beber juntos daquelas águas que descem da cachoeira.
Os que não foram continuam criticando, impedindo os outros de irem e achando mil defeitos em quem bebe do lado de lá ou bebe junto, pior ainda dos que mergulham juntos.

- É por causa deles que a vida naquele rio ainda é cheia de problemas.
Por causa deles, a maioria dos projetos de melhorar o rio e a região continuam parados.
Eles se acham os donos daquelas águas. Acham que Deus as deu somente a eles...

(Pe. Zezinho)

A árvore gigantesca



Um carpinteiro e seus auxiliares viajavam pela província de Qi, em busca de material para construções. Viram uma árvore gigantesca; seis homens de mãos dadas não conseguiam abraçá-la; e seu topo era tão alto que quase tocava as nuvens.
Não vamos perder nosso tempo com esta árvore - disse o mestre carpinteiro. - Para cortá-la, demoraremos muito. Se quisermos fazer um barco, ele afundará - de tão pesado. Se resolvermos usá-la para a estrutura de um teto, as paredes terão que ser exageradamente resistentes.
O grupo seguiu adiante. Um dos aprendizes comentou:
-É uma árvore tão grande e não serve para nada!
-Você está enganado – disse o mestre carpinteiro. Ela apenas seguiu seu destino a sua maneira. Se fosse igual às outras, nós já a teríamos cortado. Mas porque teve coragem de ser diferente, permanecerá viva e forte por muito tempo.
AUTOR DESCONHECIDO

A Discussão das tintas



Betinho, um menino de 10 anos, estava começando a estudar pintura.
Tinha um lindo estojo de tintas com várias cores, telas grandes e
pequenas e também um quartinho, onde fazia suas lições. E ele praticava
bastante, pois desejava ser um grande pintor.

Jogava com as tintas sobre a tela, fazendo lindas pinturas.
Seus primeiros quadros já mostravam seu grande talento.

Betinho, porém, mal sabia o que estava acontecendo com suas tintas,
quando ele deixava o quartinho. Elas começavam uma verdadeira discussão, porque cada uma achava que era mais importante que a outra.
- Você viu como hoje ele me usou mais vezes? - dizia a amarela.
- Que nada! Mas a mais importante fui eu, afinal, a figura principal
ficou toda verdinha!

- Oh! Como o céu ficou azul...tão bonito!...
E assim a discussão ia por horas a fio. Cada qual procurava de todas
as maneiras demonstrar que era mais importante que a outra.
As telas e os pincéis assistiam a toda aquela discussão, caladinhos. Betinho indiferente a tudo aquilo, continuava seus estudos, com muito entusiasmo, e progredia sempre mais.

Um dia, chegou a vez de estudar as tintas separadamente.
Uma tela para a vermelha, uma para a amarela, outra para a azul e
assim por diante.
Quando Betinho terminou a lição, sua mãe veio ver o trabalho:
Puxa! Está muito bem feito filho! - A lição de hoje foi importante mãe.

É sim. As cores são todas muito bonitas: amarela, preta,
verde...Cada uma tem o seu valor e beleza. Agora são ainda mais
bonitas quando estão em harmonia, formando um belo colorido.
Você não acha?
- É claro que sim, mãe. Você já pensou se eu fosse pintar uma
paisagem toda azul, por exemplo? Árvores azuis, casas azuis, lago azul,
céu azul, peixe azul...

Não creio que ficaria tão bonita, não! Agora, se eu pinto as árvores de verde, o céu azul, as casas brancas, o peixinho dourado... aí sim!
Fica uma beleza!

Muito bem filho. Você está aprendendo. Agora vá brincar um pouco.
Dessa vez as tintas estavam silenciosas. Nenhuma tinha coragem de
olhar para a outra. Também, nunca tinham parado para pensar naquilo
que ouviram: cada uma era muito importante, mas a outra também.
O pincel, percebendo a tristeza delas, resolveu animá-las.
Vamos, companheiras! Não precisam ficar assim.
Vocês já imaginaram se o mundo fosse de uma cor só?

Não teria graça. Mas ao contrário, porque ele é colorido, todos gostam dele. Quem não aprecia uma borboleta azul, voando sobre uma flor branca? E as margaridas, o peixinho colorido, o passarinho verde, a raposa cor de fogo? E o arco-íris? Vamos! Nenhuma cor é mais importante do que a outra. Cada qual no seu lugar, com seu jeito de ser, com sua cor própria é que
faz a pintura de Betinho ficar mais bonita, assim como o mundo também!

Você tem razão, amigo pincel - comentou a amarela.
Eu nunca havia pensado nisso antes. Como fui egoísta!
Mas sempre é tempo de agir diferente - completou a branca.

Daqui para frente não vamos pensar só em nós mesmas. E, como sinal da nossa amizade e união, vamos nos dar as mãos numa grande prova de
fraternidade.

E foi aquela festa! Telas, pincéis, tintas, todos se deram as mãos.
E o resultado disso tudo foi um belo quadro colorido, como nunca se viu
igual.

E a lição foi aprendida: todos são muito importantes, mas é preciso
saber reconhecer a importância do outro também.

AUTOR DESCONHECIDO

A flor solitária



Em um deserto distante, vivia uma solitária flor. Tão bela, delicada e com um perfume tão bom que a própria areia desviava-se com a ajuda do vento para não molestá-la.

Afinal, era a única flor do deserto... Ela dava à paisagem árida um toque de vida e luz.
- Por que nasci assim? - pensava ela - tão longe de minhas irmãs e primas?

Olhava ao redor e só via areia clara e o céu azul. Os grãos de areia adoravam visitá-la.
Ela, tão linda e colorida, alegrava e dava vida àquele deserto.

Alguns grãos de areia viajavam dias e dias para conhecê-la. Comentavam entre si como era mais bela a paisagem graças à presença daquela flor.

Mas a flor, por não entender sua missão, sentia-se muito só. Se existia um motivo para a sua vida, qual seria ele?
Os grãozinhos de areia tentavam se comunicar com ela, mas por pertencerem a dimensões, ou reinos diferentes (vegetal e mineral), eles não conseguiam transmitir à flor o quão importante e necessária era a sua presença ao deserto.

Em cada amanhecer, a flor olhava ao redor em busca de algum sinal de vida. Deprimida, ela, então, definhou e morreu.

Os grãos de areia, que nada puderam fazer, entristeceram-se.
Já não queriam mais passear e até o vento, naqueles dias, desistiu de soprar... Perguntavam eles:

- Será que a flor que procurava vida ao seu redor não percebeu que ela era a própria vida? Ela era a alegria e o colorido da paisagem! Por que insistiu em procurar fora aquilo que estava dentro dela?

AUTOR DECONHECIDO

VOLTE-SE PARA OUTRA JANELA



A menina, debruçada na janela, trazia nos olhos, grossas lágrimas e o peito oprimido pelo sentimento de dor, causado pela morte do seu cãozinho de estimação.
Com pesar, observava, atenta, o jardineiro enterrando o corpo do amigo de tantas brincadeiras. A cada pá de terra jogada sobre o animal, sentia como se sua felicidade estivesse sendo soterrada também. O avô, que observava a neta, aproximou-se, envolveu-a num abraço e lhe falou com serenidade:
- Triste a cena, não é verdade?
A netinha ficou ainda mais triste, e as lágrimas rolaram em abundância, pela suas faces pálidas.
No entanto, o avô que, sinceramente, desejava confortá-la, chamou-lhe à atenção para outra realidade.
Tomou-a pela mão e a conduziu até uma janela oposta, localizada na ampla sala. Abriu as cortinas e permitiu que ela visse o imenso jardim florido à sua frente, e lhe perguntou carinhosamente:
- Está vendo aquele pé de rosas amarelas, naquele canteiro? Lembra-se que você me ajudou a plantá-lo? Foi num dia de sol como o de hoje, que nós dois o plantamos. Era apenas um pequeno galho cheio de espinhos, e hoje...Veja como está lindo, carregado de flores perfumadas, e botões, com promessa de novas rosas...
A menina enxugou as lágrimas e deu um largo sorriso, mostrando as abelhas que pousavam sobre as flores, e as borboletas que faziam festa entre uma e outra, das tantas rosas de variadas cores, que enfeitavam o jardim.
O avô, satisfeito por tê-la ajudado a superar o momento de dor, falou-lhe com afeto:
- Veja, minha filha, a vida nos oferece sempre várias janelas. Quando a paisagem de uma delas nos causa tristeza, sem que possamos alterar-lhe o quadro, voltemo-nos para outra, e certamente nos depararemos com uma paisagem diferente.
Para qual janela você está olhando?
AUTOR DESCONHECIDO

Use A Terra Para Plantar Uma Flor



Um dia, uma pequena menina, vestida de branco,
levando um ramalhete de flores,
passou por um menino que estava brincando
em uma rua empoeirada.
Este, ao vê-la, jogou-lhe um punhado de terra,
sujando tanto o seu vestido como o seu sapato.
Ela parou por uns instantes,
seu rosto parecia mostrar que ela choraria,
mas, em vez disso, ela sorriu
e ofereceu uma flor para o menino
que estava esperando para ver sua reação.
Ele ficou, ao mesmo tempo, surpreso
e envergonhado porque, em retribuição à sujeira,
ele recebeu uma flor.
Muitos de nós, da mesma forma,
temos experimentado o amor de Deus
apesar da indiferença com que o temos tratado.
Agimos com rebeldia, mentiras, egoísmo, vaidade,
e em retribuição temos recebido o amor do Senhor
que continua de braços abertos
e pronto para nos abençoar.
Como tem sido o nosso testemunho ao receber uma ofensa?
Retrucamos de imediato?
Pagamos com a mesma moeda?
Guardamos um sentimento de vingança
para a primeira oportunidade?
Ou como verdadeiros cristãos colocamos
tudo no altar do Senhor, pedindo-Lhe que perdoe
o nosso agressor e preencha o lugar da possível mágoa
com um amor que não possa ser retirado?
Melhor do que andar com terra na mão
para atirar em nosso próximo
é ocupar nossas mãos e o nosso coração
com flores que venham a perfumar e embelezar
o ambiente por onde passarmos.
Melhor do que chorar pelo desalento do conformismo
ou da desesperança é sorrir pela confiança
de que tudo é possível para Deus
e que não há problemas que Ele não possa resolver.
Melhor do que envergonhar o nome do nosso Salvador
é deixar que Sua luz brilhe em todas as nossas atitudes.
Use a terra das ofensas recebidas
para plantar flores
AUTOR DESCONHECIDO

Como está sua mochila?



Um fervoroso devoto estava atravessando uma fase muito penosa de sua vida, com graves problemas de saúde em família e sérias dificuldades financeiras. Por isso orava diariamente pedindo que o livrassem de tamanhas atribulações.
Um dia, enquanto fazia suas preces, um anjo lhe apareceu, trazendo-lhe uma mochila e a seguinte mensagem:
- O Senhor se compadeceu da sua situação e lhe manda dizer que é para você colocar nesta mochila o máximo de pedras que conseguir, e carregá-la com você, em suas costas, por um ano, sem tirá-la por um instante sequer. Manda também lhe dizer que, se você fizer isso, no final desse tempo, ao abrir a mochila, terá uma grande alegria.

E desapareceu, deixando o homem bastante confuso e revoltado.
- Como pode o Senhor brincar comigo dessa maneira? Eu oro sem cessar, pedindo a Sua ajuda, e Ele me manda carregar pedras? Já não me bastam os tormentos e provações que estou vivendo?

Pensava o devoto. Mas, ao contar para sua mulher a estranha ordem que recebera do Senhor, ela lhe disse que talvez fosse prudente seguir as determinações dos Céus, e concluiu dizendo:
- Deus sempre sabe o que faz...

O homem estava decidido a não fazer o que o Senhor lhe ordenara, mas, por via das dúvidas resolveu cumpri-la em parte, após ouvir a recomendação da sua mulher. Assim, colocou duas pedras pequenas, dentro da mochila e carregou-a nas costas por longos doze meses.

Findo esse tempo, na data marcada, mal se contendo de tanta curiosidade, abriu a mochila conforme as ordens do Senhor e descobriu que as duas pedras que carregara nas costas por um ano inteiro tinham se transformado em pepitas de ouro... , apenas duas pequenas pepitas.

Todos os episódios que vivemos na vida, inclusive os piores e mais duros de se suportar, são sempre extraordinárias e maravilhosas fontes de crescimento.

Temendo a dor, a maioria se recusa a enfrentar desafios, a partir para novas direções, a sair do lugar comum, da mesmice de sempre.
Temendo o peso e o cansaço, a maioria faz tudo para evitar situações novas, embaraçosas, que envolvam qualquer tipo de conflito.

Mas aqueles que encaram pra valer as situações que a vida propõe, aqueles que resolvem "carregar as pedras", ao invés de evitá-las, negá-las ou esquivar-se delas, esses alcançam a plenitude do viver e transformam, com o tempo, o peso das pedras que transportaram em peso de sabedoria.

Como está sua mochila?
AUTOR DESCONHECIDO